PROJETO 2003 – ÁGUA DOCE
“O modo pelo qual vamos produzir nossa existência neste pequeno planeta decidirá sobre sua vida ou sua morte, bem como a de seus filhos e filhas. A terra deixou de ser um fenômeno puramente geográfico para se tornar um fenômeno histórico”. Moacir Gadotti.
A UNESCO elegeu o ano de 2003 como o “ANO INTERNACIONAL DA ÁGUA DOCE”.
Vemos nesse tema uma grande oportunidade de trabalhar conceitos, valores, princípios e atitudes voltados para a construção de uma postura mais responsável das pessoas com relação ao coletivo. É mais uma vez, a oportunidade de refletir sobre a relação de interdependência entre os seres humanos e a natureza. Mais importante ainda, é a discussão de questões sobre a responsabilidade de cada um diante do maior patrimônio que possuímos, que é a VIDA em todas as suas formas.
Pretendemos com esse projeto oferecer algumas ferramentas para que, a partir de pequenas ações sejam encontrados caminhos necessários à transformação social em que a natureza e suas águas sejam contempladas nas mudanças de paradigmas sobre o nosso papel enquanto cidadãos do mundo.
Estamos atentos à necessidade de se conduzir o processo educativo de forma que promova maior inter-relação entre as diferentes áreas do conhecimento.
Assim, a interdisciplinaridade é o conceito que dá apoio a essa proposta de currículo integrado, buscando a reorganização dos conteúdos de modo que não se fragmente tanto os conhecimentos. Dessa forma os conteúdos não são organizados numa sequência arbitrária, mas levando-se em conta fatores como as experiências prévias dos alunos, as características de cada estágio de desenvolvimento, o contexto cultural da comunidade e ainda a nossa preocupação pelos problemas sociais da atualidade e do desenvolvimento da ciência e da tecnologia.
Teoria e prática, sujeito e objeto na construção do saber.
A ciência é vista, não mais como um bloco fechado de verdades prontas, mas como um processo histórico social do qual o aluno vai se apropriando através das relações que faz com seu próprio repertório de significados.
O currículo do Colégio Via Sapiens tem flexibilidade e abrangência que permitem o desenvolvimento de projetos de pesquisa que promovam a conexão entre as diversas áreas do conhecimento para que os conteúdos trabalhados adquiram significados mais amplos que seus domínios disciplinares.
Dessa forma, a apropriação dos conteúdos se dá a partir da investigação, desenvolvendo a autonomia de estudo e pesquisa. É a mobilização dos saberes e das informações que os transforma em ferramentas para as operações práticas e reflexivas.
O relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI coloca como sustentação para uma Aprendizagem Permanente quatro pilares que são:
• APRENDER A CONHECER – o que significa aprender a aprender – instrumental para ser utilizado por toda a vida.
• APRENDER A FAZER – implica na aquisição de competências necessárias para enfrentar diferentes situações no mundo do trabalho e aprender a trabalhar em equipe, desenvolver técnicas e habilidades
• APRENDER A VIVER JUNTOS – trata-se de desenvolver a compreensão e respeito ao outro e a percepção das interdependências, no respeito pelos valores do pluralismo cultural, da compreensão mútua e da paz.
• APRENDER A SER – é a busca da autonomia, de discernimento e da responsabilidade pessoal.
O PLANETA TEM SEDE
Os 6 bilhões de habitantes já sobrecarregam o suprimento de água doce da Terra.
O que vai acontecer quando o planeta ganhar uns bilhões a mais?
À medida que ocorreu o processo evolutivo, os seres vivos foram criando meios internos próprios, o que possibilitou um grau maior de liberdade e independência de algumas espécies, que dessa forma não necessitavam continuar imersas no meio aquoso para viver, embora todos os seres vivos continuassem a manter uma relação estreita com a água.
O exemplo maior desta relação é a gestação humana. Durante nove meses o feto se desenvolve submerso em uma grande quantidade de líquido chamado líquido amniótico.
Em função da evolução do processo de metabolismo e da composição dos meios internos dos animais, ocorreu uma alteração no tipo de água a ser consumida: de salgada para doce.
Assim, todos os seres vivos terrestres e algumas espécies aquáticas dependem da água doce para a sua sobrevivência.
Ao longo do processo de formação do planeta o ciclo hidrológico foi concentrando o sal da terra nos oceanos – que já mudaram de lugar nesse processo. A água doce foi se localizando em lençóis subterrâneos e em cursos de água formando nascentes, córregos, riachos, rios e lagos, que se perpetuam através do ciclo hidrológico.
Da mesma maneira que o sistema circulatório carrega os nutrientes e oxigênio para manter a vida de um ser humano, o curso de água também conduz nutrientes e oxigênio por onde passa. Portanto, correndo o risco das analogias, podemos afirmar que a água é o sangue da terra.
Assim, como a análise de sangue revela distúrbios da saúde humana, o exame das nossas águas será capaz de detectar os equilíbrios na saúde da natureza e até revelar a história da população que habita aquela região e sua mentalidade.
EDUCADORES, FUNCIONÁRIOS, PAIS e ALUNOS
REAFIRMAR SEU COMPROMISSO
DE PESQUISA
DE CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTO
DE BUSCA DE ALTERNATIVAS DE TRANSFORMAÇÃO |
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